1 FRUTA Poderosa que LIMPA Seus RINS (Não é Limão)… e 1 que Você JAMAIS Deve Tocar

Se você espreme limão na água achando que está limpando seu rim, você apostou na fruta errada. E se você tem o pé da outra fruta do quintal, cuidado: o primeiro sinal de que ela está desligando seu rim e atacando o cérebro é um soluço que não passa. Pior: muita gente que toma comprimido de pressão e engole um comprimido da gaveta quando a coluna trava e o rim leva o golpe sem você sentir uma fisgada.

Rim não dói. Eu separei as 7 coisas que limpam ou destroem o seu rim. Deixa esse copo d'água aqui.

No meio do vídeo, você vai espremer nele a fruta que ganhou do limão. Antes do número 7, uma regra: você nasceu com um milhão de filtrinhos em cada rim, como coadores de café que não têm troca. Tudo nessa lista ou rasga esse coador, ou fecha a torneira do sangue, ou entope.

E uma coisa só impede a pedra de grudar. Presta atenção: do 7 até o 1, e conta nos dedos quantos dos que destroem estão dentro da sua casa hoje. Passou de 2, o seu filtro está correndo perigo.

Número 7: beber litros de água para salvar o rim

Todo mundo repete: 3 litros por dia para limpar os rins. No Canadá, pesquisadores acompanharam 631 pessoas com rim fraco por um ano. Metade bebeu mais água, metade bebeu o normal.

No fim, o filtro dos dois grupos estava igualzinho. Porque rim é coador, não é pia. Empurrar mais água não deixa o papel mais novo.

Onde a água vale ouro? Na pedra. Quanto mais água passa, menos tempo o cristal tem para grudar.

E a pedra nasce de madrugada, quando você passa 8 horas sem beber nada e a urina vira um caldo grosso lá dentro. Já teve pedra? Copo d'água na cabeceira.

Levantou para ir ao banheiro, bebe metade antes de voltar para a cama. E cuidado no almoço. O sal faz o rim jogar cálcio na urina, a matéria-prima da pedra.

E desfaz a água da manhã. Não precisa contar copo, olha a cor. Palha clara está certa.

Cor de chá, falta água. Transparente o dia inteiro, exagera. Só vai tirar o seu sono à noite.

Água não limpa o rim. Água impede a pedra.

Número 6: o anti-inflamatório da gaveta

Ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, cetoprofeno. Esse remédio fecha a torneira: aperta o vaso que leva sangue para o coador. E o perigo dispara na mistura.

Na Inglaterra, um estudo do BMJ, com quase meio milhão de pessoas, mostrou o que acontece quando quem toma diurético, como hidroclorotiazida, mais um comprimido de pressão da família da losartana ou do enalapril, engole um anti-inflamatório. O risco do rim parar de uma vez subiu 82% já nos primeiros 30 dias. É o golpe triplo.

O diurético seca o corpo, o comprimido da pressão afrouxa a pressão no coador, e o anti-inflamatório fecha a torneira. O rim apaga sem sangue. Então presta atenção: a losartana e o enalapril, bem indicados, protegem o seu rim por anos.

O vilão é o terceiro: o anti-inflamatório da gaveta. Nunca pare o remédio que te protege por causa do remédio que te machuca. E esse golpe tem dia marcado.

Semana de calor, de vômito ou diarreia. E isso com o corpo seco. Hoje são mais de 157 mil brasileiros presos numa máquina de hemodiálise 3 vezes por semana, 4 horas por sessão.

Muitos depois de uma semana assim, com essa combinação.

Toma comprimido de pressão e a coluna travou?

Paracetamol ou dipirona pesam muito menos no rim. Dor no joelho ou na junta? Anti-inflamatório em gel na pele, joga no sangue só mais ou menos 6% do que o comprimido joga.

Alivia o local e não fecha a torneira. Troca hoje o comprimido da gaveta pelo tubo de gel de anti-inflamatório. Anti-inflamatório todo mês na gaveta de quem toma comprimido de pressão é diálise comprada à prestação, uma hora por dia.

Número 5: a pressão alta e o diabetes

No Brasil, 2 de cada 3 pessoas na diálise chegaram lá pela pressão alta ou pelo diabetes. Pressão alta é água com força demais no coador: rasga o papel. Açúcar alto é calda grossa: entope.

O que mais sobe é o sal. O limite da OMS é 5 g por dia, mais ou menos uma colher de chá. O brasileiro come mais de 9 g.

E a maior parte não sai do saleiro. Dois pães franceses no café da manhã já têm quase um terço do sal do dia sem gosto salgado. O resto vem do embutido, do cubinho de tempero e do salgadinho.

Então o que fazer? Tira o saleiro da mesa e troca o cubinho por alho, cebola, cheiro verde. Mas tirar o sal é metade do serviço.

A outra metade é o potássio que faz o rim jogar sódio fora na urina. Na China, um estudo do New England com quase 21 mil pessoas trocou o sal comum por sal com potássio. Caiu 14% o risco de derrame, infarto e morte.

Se você tem um rim bom, feijão, banana, batata e laranja todo dia. Rim comprometido? Aí é o oposto.

Até o sal light vira armadilha, porque o potássio acumula no sangue e pode parar o coração.

Pra saber de que lado você está, peça dois exames baratos

Creatinina no sangue, que mostra quanto do coador já se foi, e albumina da urina, que avisa se ele está vazando anos antes da creatinina subir. Se estiver vazando, hoje existe a dapagliflozina, remédio criado para diabetes, que trava a perda do rim mesmo em quem não tem diabetes. Tem a finerenona também.

Agora, pergunte para o seu médico se é o seu caso.

Número 4: a barriga

A balança engana. A barriga não. Na Califórnia, um estudo com mais de 320 mil pessoas mostrou que a obesidade grave multiplica por 7 o risco de diálise, mesmo sem pressão alta nem diabetes.

O corpo maior obriga o mesmo 1 milhão de coadores a limpar mais sangue todo dia. No começo, o rim até filtra mais, parece força, mas é o motor no giro máximo o dia inteiro. O motor acelerado por anos quebra.

A gordura que mais sufoca o rim fica lá dentro, em volta dos seus órgãos. Passe uma fita métrica hoje na altura do umbigo. Acima de 94 centímetros no homem e de 80 centímetros na mulher, ela já aperta o rim por dentro.

E não precisa ficar magro para salvar o rim. Perder os primeiros 5% do peso, 5 quilos para quem pesa 100, já alivia o coador e reduz o vazamento de proteína na urina.

Agora eu vou falar da fruta que limpa

Pega aquele copo d'água do começo. No Texas, pesquisadores compararam limonada e suco de laranja em quem tinha pedra no rim. Todo mundo apostava no limão.

Quem venceu foi a laranja. Subiu o citrato na urina, o sabão que impede o cristal de grudar, e deixou a urina menos ácida. A limonada, no mesmo estudo, não mexeu no citrato.

Por quê? O limão é ácido puro. A laranja entrega o citrato casado com o potássio.

E essa dupla impede a pedra de se formar. De tudo nesse vídeo, é a única coisa que trabalha a favor do coador. Já teve pedra?

Ou alguém em casa já teve? Espreme uma laranja de verdade nesse copo d'água. Não vale suco de caixinha, que é açúcar puro com cheiro de fruta.

Nem cinco laranjas no liquidificador. É uma laranja espremida na água por dia. Até a mais barata da feira serve.

É isso que custa impedir a formação da pedra.

Número 3: o suco verde detox

Nos Estados Unidos, uma mulher resolveu fazer uma limpeza, trocando a comida por vários copos de suco verde com espinafre e beterraba. Parou no hospital com o rim travado. No microscópio, o rim estava entupido de cristais de oxalato, que parecem caco de vidro rasgando o coador.

O caso saiu no American Journal of Kidney Diseases como nefropatia do suco verde. Espinafre e beterraba no almoço não fazem mal. O perigo é o detox: vários copos concentrados em jejum no lugar da comida.

Quem vende detox para limpar o rim vende exatamente o que entope.

E ele tem um primo na farmácia: o comprimido de vitamina C de 1 ou 2 gramas

Parte dessa megadose vira oxalato no corpo. Na Suécia, um estudo acompanhou 23 mil homens por 11 anos. Quem tomava vitamina C em comprimido teve o dobro de pedra no rim.

A vitamina da laranja protege. A megadose da farmácia vira pedra.

Agora, uma virada num mito antigo

Quem tem pedra ouve que deve cortar leite e queijo. Um estudo no New England acompanhou 120 homens com pedra de repetição por 5 anos. Quem comeu cálcio normal, então queijo, leite, com menos sal e menos carne, teve metade das pedras daquela pessoa que cortou o leite.

Porque o cálcio da comida agarra o oxalato ainda no intestino. E leva embora nas fezes antes de chegar no rim. O queijo, o leite é a esponja do oxalato.

Gosta de suco verde? Troca o espinafre por couve e toma junto com a comida. Vai comer espinafre, ferve na água e joga a água fora.

Pesquisadores americanos mostraram que ferver tira até 87% do oxalato da folha, enquanto no vapor ou refogado, ele fica todo lá. E põe um pedaço de queijo do lado.

Número 2: o refrigerante escuro, como cola

Num estudo americano, quem tomava dois copos ou mais de refrigerante de cola por dia, mesmo zero, teve mais que o dobro do risco de doença renal crônica. Com refrigerante claro, tipo Sprite, que não é cola, esse risco não apareceu. O suspeito é o ácido fosfórico, o azedinho da cola, que sobrecarrega o coador.

A indústria esconde esse mesmo fósforo como conservante no presunto, na salsicha, no nugget e no queijo processado. No rótulo vem disfarçado de fosfato, polifosfato ou pirofosfato. Quanto mais vezes essa palavra aparece no pacote, mais trabalho para o seu rim.

Quer bebida gelada com gás? Água com gás, gelo e uma rodela daquela laranja de agora há pouco. Ou do limão mesmo.

Número 1: o café

O café faz mal para o rim? É uma das perguntas mais digitadas no Google. Para responder, a Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos acompanhou mais de 14 mil adultos por décadas.

Quem tomava café teve 15% menos lesão aguda no rim. E a proteção foi maior com 2 a 3 xícaras por dia. O café melhora a circulação dos vasinhos e protege as células do coador.

Doutor, mas café não sobe a pressão? Por alguns minutos. E em quem não tem costume.

Rim não morre de minutos. Morre de anos de pressão alta. O jeito certo: coado, sem açúcar, até o começo da tarde para não roubar seu sono.

Café com 3 colheres de açúcar não é o café do estudo, é sobremesa.

E para quem treina pesado, pesquisadores da USP provaram que a creatina não machuca o filtro

Ela só sobe a creatinina no sangue porque é a sobra natural do suplemento. Como a lata do lixo enchendo mais rápido, porque você comprou mais coisa, não porque o lixeiro parou de passar. Toma creatina?

Avisa o médico e pede a cistatina C, que mede a força real do rim sem se confundir com o pó.

E a fruta que destrói é a carambola

Aquela fruta em forma de estrela comum em muito quintal do Brasil e é usada para enfeitar salada. Foram médicos brasileiros da USP de Ribeirão Preto que ligaram os pontos. Paciente com rim fraco que comia uma carambola começava com um soluço que não parava.

Horas depois, vinha confusão mental, convulsões e alguns morreram. A carambola tem duas armas. A primeira é o oxalato, o mesmo caco de vidro do suco verde, que entope o coador.

A segunda é só dela: uma toxina chamada caramboxina, descoberta também por cientistas brasileiros, que ataca o cérebro quando o rim não consegue filtrar. Ela entope o rim e envenena o cérebro ao mesmo tempo. É a única fruta desse vídeo que faz as duas coisas.

E não é só em quem faz diálise. Há casos de pessoas com rins normais que beberam um suco concentrado de carambola em jejum e pararam o rim de uma vez. Tem rim fraco, diabetes antigo, pressão alta ou mais de 60 anos?

Carambola: nenhuma fatia, nem de enfeite da salada. Rim saudável? Nunca tome o suco concentrado em jejum.

Se você gosta, pode tomar bem pouquinho de vez em quando. E se depois de comer carambola surgir um soluço que não passa, é emergência. Vá para o hospital e avise na porta que comeu carambola.

Essa frase salva vidas. Porque diz para o médico, na hora onde atacar.

André Wambier, cardiologista