CARDIOLOGISTA ALERTA: 6 Comprimidos que podem causar INFARTO Após os 60!

6 remédios que disparam o risco de infarto em idosos

Cuidado! Se você tem mais de 60 anos e toma qualquer um desses 6 remédios, preste atenção agora.

Em mais de 20 anos de plantão de pronto-socorro e UTI cardiológica, perdi a conta de quantos pacientes chegaram infartados tendo tomado uma dessas medicações na noite anterior. O pior: quase sempre foi com prescrição médica. Hoje vou te mostrar quem são esses vilões e como proteger o seu coração antes que seja tarde demais.

E olha, um dos últimos da lista vai te chocar. É um remédio que está na bolsa de quase todo brasileiro acima de 60 anos. Será que também está na sua?

Vamos lá revelar item por item esses 6 vilões escondidos. Pegou um papel e caneta?

Mas antes, um aviso importante: este vídeo não substitui a orientação do seu médico. Não interrompa nenhum tratamento por conta própria.

Vilão número 6: os descongestionantes

Pronto para anotar? Então, vilão número 6. Esse você já usou várias vezes: os descongestionantes. O inimigo escondido no remédio da gripe. Ele é um falso amigo.

Sabe aquela cena? Você está com a gripe do século, nariz cimentado, sem conseguir respirar. Você corre na farmácia, compra um Decongex, um Naldecon ou um Sorine. Em 20 minutos parece um milagre, você respira fundo de novo. Mas aqui está o que ninguém te conta:

Drogas como a pseudoefedrina e a fenilefrina não agem só no seu nariz. Elas são como um grampo que aperta os vasos do seu corpo inteiro, inclusive as artérias que alimentam o seu coração. Elas liberam noradrenalina, o hormônio do estresse.

Imagina o seu coração agora: ele começa a bater mais rápido, enquanto tenta empurrar o sangue por tubos que acabaram de ficar estreitos e rígidos. Se você tem mais de 60 anos e já tem uma placa de gordura aqui ou ali, essa pressão pode causar um espasmo. A artéria fica fechada e não abre sozinha.

É o infarto que você mesmo comprou. Um estudo mostrou que esses remédios DOBRAM a chance de você ter um infarto ou AVC nas horas seguintes ao uso.

E o pior: em 2023, a FDA americana concluiu que a fenilefrina oral, que está em quase todos os remédios de gripe, é totalmente INEFICAZ. Ou seja, você está aceitando o risco de um infarto por um benefício que nem existe. É o pior negócio da sua vida.

O que fazer no lugar dos descongestionantes?

Soro fisiológico, lavagem nasal, umidificador. Se o bicho pegar, use loratadina, que é muito mais segura. Não troque a sua vida por 20 minutos de nariz desentupido.

E tem uma outra armadilha: paciente idoso toma remédio de gripe com o próximo remédio da lista.

Vilão número 5: os AINEs, os antiinflamatórios

Será que você consegue imaginar qual é o nosso vilão número 5? Os AINEs, os antiinflamatórios.

Você acorda com dor de cabeça e toma um ibuprofeno ou uma Neosaldina. Dor nas costas? Cataflam, Gelol, Flanax. Parece normal, né? Afinal, eles são os remédios mais vendidos do planeta. Mas o que acontece dentro do seu corpo quando você engole essa pílula é assustador.

Imagina que suas artérias têm um guarda-costas particular chamado prostaciclina. A função dela é manter o caminho do sangue aberto e impedir que as plaquetas grudem umas nas outras, formando um trombo.

Quando você toma um ibuprofeno, um diclofenaco, uma nimesulida, você bloqueia uma enzima chamada COX-2 e demite esse guarda-costas.

Sem ele, seu corpo entra em colapso triplo. Primeiro: os vasos se apertam, sua pressão dispara. Segundo: o sangue vira uma cola. As plaquetas ficam grudentas e formam coágulos, trombos com uma facilidade incrível. Terceiro: o coração se sobrecarrega. Seu rim para de filtrar direito, retém água e sódio. O coração começa a bater com uma força absurda para dar conta. Resumo: cria uma tempestade perfeita para o infarto.

Vaso estreito, coágulo, coração exausto. E não sou eu que estou dizendo para te assustar.

Em 2015, a FDA americana deu um murro na mesa e reforçou o alerta oficial: o risco de infarto pode começar já nas primeiras semanas de uso, mesmo em quem nunca teve nenhum problema de coração na vida.

Olha esses números que eu trouxe dos estudos da Mayo Clinic e da JAMA. O diclofenaco, famoso Cataflam, mas tem muitos genéricos, aumenta em 70% o risco de um evento no coração. Já o ibuprofeno, em dose alta, mais que DOBRA sua chance de infartar.

Alternativas mais seguras para a dor

Mas atenção, para o alívio existe uma exceção que salva vidas: a aspirina em dose baixa, a AAS, faz o caminho inverso — ela PROTEGE. E a dipirona e o paracetamol, que não são antiinflamatórios, são analgésicos, também são uma ilha de segurança pro seu coração.

Então, se a dor apertar, não jogue dados com a sua vida: fale com seu médico sobre essas alternativas.

Agora, se você achou que os antiinflamatórios são perigosos, espere até ouvir o próximo vilão. Porque esse que eu vou revelar está no armário de 7 em cada 10 famílias brasileiras.

Vilão número 4: omeprazol e inibidores de bomba de prótons

Vilão número 4: omeprazol e inibidores de bomba de prótons. Esse é o remédio que eu disse que ia te chocar.

Omeprazol, pantoprazol, Nexium. Os famosos protetores de estômago estão na bolsa de 70% dos brasileiros acima de 60 anos. Todo mundo acha que é água, que é seguro. Só que a ciência descobriu algo surpreendente:

Os IBPs não agem só no estômago. Eles atacam as células que revestem os seus vasos sanguíneos. Sabe o óxido nítrico, aquele gás que mantém suas artérias relaxadas e jovens? Esses remédios esmagam a produção dele. Sem esse gás, seus vasos ficam rígidos, inflamados, e a aterosclerose acelera.

Um estudo de Stanford com quase 3 milhões de pacientes mostrou que quem usa omeprazol e seus similares tem até 21% mais risco de infarto. Isso apareceu até em jovens saudáveis. Outro estudo mostrou que o uso crônico pode DOBRAR o risco de morte cardiovascular.

O alerta: estou falando de quem toma há meses ou anos sem parar. Se for uso pontual, 7 dias para uma gastrite, não entre em pânico. O perigo é o uso cego e infinito.

Vilão número 3: os estimulantes para TDAH

Agora saímos do estômago e entramos no cérebro. O próximo vilão é a droga da moda. Adultos de 60 anos estão tomando isso para render mais no trabalho. Você deve estar imaginando qual droga é.

Vilão número 3: os estimulantes para TDAH, para foco, emagrecedores. Ritalina, Venvanse, Concerta.

O que era remédio de criança hiperativa virou febre entre adultos que querem foco total. Vai fazer concurso? Venvanse, Ritalina.

O problema: eles inundam seu sangue com adrenalina. Seu coração bate 10 vezes mais rápido, seus vasos se apertam, sua pressão dispara.

Um estudo sueco de 2023 acompanhou 278 mil pessoas e revelou: 5 anos de uso aumentam em até 27% o risco de doença cardiovascular, e o risco de hipertensão sobe para assustadores 80%.

E em quem tem mais de 66 anos, o risco de hospitalização por evento cardíaco sobe 40% já nos primeiros 30 dias.

Cuidado com o 'natural': aqueles emagrecedores e pré-treinos de loja de suplemento. Muitos escondem estimulantes perigosos que a FDA nunca aprovou ou que já baniu. Já vi paradas cardíacas causadas por esses frascos coloridos.

Vilão número 2: corticoides

Vilão número 2: corticoides. Prednisona, Decadron e a famosa Diprospan.

Sabe aquela dor no ombro que some em 2 horas com uma injeção? Milagre, né?

Só que o corticoide ataca o seu coração por 4 vias ao mesmo tempo. Ele retém sódio, então a pressão sobe; dispara a glicose; piora o colesterol; e engrossa o sangue, favorecendo coágulos.

Um estudo publicado na PLOS Medicine mostrou que doses de prednisona acima de 7,5 mg por dia, usadas por tempo prolongado, dobram o risco cardiovascular.

A armadilha: o paciente toma uma ampola de Diprospan e acha que foi só uma picadinha. Na verdade, aquela ampola equivale a quase um mês de comprimido agindo no seu corpo e sobrecarrega o coração de um jeito silencioso e perigoso.

Vilão número 1: testosterona

E agora o último, o mais polêmico. O elixir da juventude que virou febre entre homens acima de 50 anos e também nas mulheres na menopausa, que pode ser uma roleta russa se usado do jeito errado. Vilão número 1: testosterona.

Durateston, Deposteron, chips hormonais, gel de testosterona. As clínicas explodiram no Brasil prescrevendo isso. Muitos homens estão usando sem nem ter deficiência comprovada.

‘A testosterona do cara tava 500, ó, tive que tomar, né, doutor?’ Estava tão para baixo? Não era para tomar.

Em 2014, um estudo com 55 mil homens mostrou que nos primeiros 90 dias o risco de infarto subiu em 36%. Em homens acima de 65 anos, esse risco DOBROU. E olha, quando não dá infarto, dá AVC.

Eu tive um paciente super saudável, que fez o check-up completo, perfeito, mas que teve um AVC e hoje está na cadeira de rodas, depois que tomou uma injeção de testosterona. Um dia depois da injeção, porque a mulher dele é novinha. Resultado: a mulher largou. Por quê? Porque a testosterona pode deixar o seu sangue espesso como mel. E sangue grosso entope, né?

‘Ah, mas eu tô vendo os comentários aí embaixo: doutor, eu uso só gel, não é tão forte assim.’ Espera aí, não caia nessa.

Um estudo publicado na JAMA mostrou que o gel de testosterona aumenta significativamente o volume de placas moles não calcificadas dentro das artérias coronárias. Essas são as placas mais perigosas, as que parecem macias, mas que podem romper a qualquer momento e causar infarto fulminante.

E o ‘chip da beleza’: ‘me sinto tão bem, tão disposto, libido lá em cima’.

Deixa eu te dar minha opinião clara e firme aqui: eu sou contra o uso de testosterona exógena que o seu testículo não produz, fora casos extremamente selecionados, com deficiência comprovada e monitoramento constante. Ponto final.

Agora, tem uma zona cinzenta. Um estudo chamado TRAVERSE, de 2023, mostrou que em pacientes bem selecionados e monitorados, a testosterona pode ser segura. Repito: bem selecionados. O perigo é a clínica bonita daquele médico recém-formado que quer ganhar dinheiro rápido, ou aquela clínica de fundo de quintal. Um monte de colegas formados na ‘Unisquina’, nota 1 no ENAMED, prescrevendo até para mulheres que tiveram câncer de mama porque estão sarcopênicas, não têm músculo. Brincadeira, né? Eu já vi um caso assim esse ano.

A oncologista dela ficou careca porque arrancou todos os cabelos. Triste, né?

Usar dose alta sem dosagem prévia e sem monitorar o sangue é jogar os dados com a sua vida.

Recapitulando

Recapitulando: antiinflamatórios, descongestionantes, omeprazol, estimulantes, corticoides e testosterona mal indicada.

Meu pedido para você: não suspenda nada sozinho. Pegue essa informação, leve ao seu médico confiável, aquele que você gosta, e pergunte: ‘Doutor, eu preciso mesmo disso? Existe algo mais seguro pro meu coração?’ Essa pergunta salva vidas.

Quer saber o que PROTEGE? A Cleveland Clinic listou os 6 medicamentos que mais blindam o seu coração.

Meu nome é André Wambier, cardiologista, e esse é o CardioDF.

André Wambier, cardiologista